"A 1ª Conseg é muito importante para que a gente possa dividir experiências de todo o país sobre o combate e prevenção da violência e também sobre o papel dos muncípios na ação em focos de criminalidade. Embora a segurança pública não seja uma tarefa constitucional dos municípios, Joinville assumiu esse compromisso com a população da cidade. Nós vamos criar uma secretaria específica sobre o tema e desenvolver ações de promoção da paz. É nos municípios que se realizam as políticas públicas, então nós temos que colaborar com a ação dos governos estaduais e federal".
"Todos os indicadores econômicos mostram Vitória como uma cidade com alta qualidade de vida, mas infelizmente nossos índices de homicídios estão crescendo em toda a região metropolitana. Então, isso se configura com um grande desafio para os governantes e para a sociedade. Nós já estamos lá fazendo a nossa quarta conferência sobre esse tema, mas é a primeira vez que vemos este debate ganhar o país. Vitória foi a primeira cidade a convocar a etapa municipal da 1ª Conseg, nós estamos mobilizados e acreditamos na construção de soluções com o método participativo. Por isso, eu gostaria de cumprimentar o presidente Lula e o ministro Tarso Genro por essa iniciativa".
"A expecatativa que nós temos é de que a 1ª Conseg contribua decisivamente para que a segurança pública seja um assunto de toda a sociedade. Considerando que o município de Serra tem uma incidência criminal alta, é possível dizer que nós estamos melhorando nessa área com apoio do programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci). Eu espero que a 1ª Conseg auxilie na integração dos gestores de segurança e resulte em propostas que possam realmente melhorar a vida da população".
"A segurança pública, em especial para o Ministério das Cidades, é uma questão muito importante porque as pessoas tendem a relacionar as áreas mais carentes como centros de violência. A partir do momento em que o governo federal faz investimentos na melhoria sa qualidade de vida das pessoas, com moradia e urbanização de favelas, a gente está melhorando também o acesso à cidadania. A 1ª Conseg será importante para a gente mostrar que a falta de condições dignas de moradia não é sinônimo de criminalidade. Está cheio de trabalhador, pai e mãe de família, nessas comunidades. Os próprios policiais moram nas favelas. Segurança pública não é uma questão de polícia, é uma questão de política pública, de garantia de direitos".
"A política criminal tem que ser feita por toda a sociedade. É fundamental que a gente entenda os prós e os contras de mandar um cidadão para a cadeia. Qual é o perfil das pessoas que cometem infrações? Quanto custa manter uma pessoa na cadeia? A minha expectativa é que as conferências levem estas questões até o cidadão comum. As vezes, estas discussões acabam girando apenas em torno de quem já é interessado e estuda o assunto. Eu gostaria que a 1ª Conseg conseguisse romper esse isolamento e chegasse a todos os setores da sociedade."
"A 1ª Conseg vai dar a oportunidade para que todas as realidades que se manifestam nos mais diferentes municípios do país possam gerar uma visão harmônica na busca por soluções. O que a gente percebe é que a diversidade dos municípios tem gerado ações isoladas e iniciativas específicas. Isso algumas vezes cria dificuldades para implementar ações sistemáticas que possibilietm uma definição de rumo para que a política de segurança pública nacional se manifeste em cada uma dessas localidades. É preciso que se veja a segurança pública de forma mais ampla. "
"Diadema já tem sido parceira do Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci) e já fizemos um processo de participação social que resultou em dois planos de segurança para o município. Agora, com a 1ª Conseg, nós poderemos ter uma visão de como este tema vem sendo tratado no país e difundir esse tipo de experiência. A Constituição Federal coloca a segurança como uma responsabilidade dos governos estaduais e os municípios acabam ficando ausentes dessa discussão, mas nós precisamos ser ativos. Afinal, a violência acontece nas cidades".
"A 1ª Conseg é uma chance que a sociedade tem de se reunir e fazer escolhas. A democracia não é só votar e deixar os governantes decidirem sozinhos, é preciso participar, acompanhar o trabalho, sugerir e conhecer as dificuldades da administração pública. Nessa primeira Conferência, o mais importante é a sociedade como um todo começar a entender onde se encaixa a segurança pública, quais são as instituições responsáveis e o que isso tem a ver com as pessoas".
"Discutir segurança pública numa conferência nacional é vital. A política que a gente tem no Brasil ainda é muito de prender os infratores sem pensar em alternativas nem nas condições dos presídios. E o pior: a gente sabe que acontecem muitas situações em que os direitos humanos são violados dentro das cadeias. É preciso ter um outro olhar que não seja o de crime, castigo e punição. Os presídios são uma forma de esconder o problema da violência, de mantê-la longe dos olhos. E a sociedade também acaba tendo muito preconceito contra a polícia. Seria importante investir numa formação de direitos humanos para esses trabalhadores."
"A 1ª Conseg vai possibilitar uma diversidade extrema de setores na discussão sobre os rumos da segurança pública no Brasil. É importante porque envolve não só os aplicadores das políticas e medidas de segurança, mas também outros segmentos da sociedade."
"Precisamos pensar em novas estratégias para diminuir a violência, mais focadas na prevenção. Além disso, as políticas carcerárias do Brasil estão falidas e a 1ª Conseg será um espaço importante para a gente discutir as mudanças necessárias."
"A 1ª Conseg servirá para colher experiências pelo Brasil. Muitos estados estão passando por sérios problemas de segurança pública, como é o caso do Pará. A criminalidade está alta e algumas vezes a polícia não está estruturada para tratar a população, esquecendo das questões voltadas aos direitos humanos. Para a sociedade se sentir segura, também depende de cada um de nós, da nossa atuação como agentes sociais e cidadãos. Uma coisa que na minha opinião tem funcionado bem, pelo menos no meu estado, é a polícia comunitária. É a possibilidade da polícia estar focada nas áreas de risco. Quando a polícia passa a ter contato com a população, ela passa a ser respeitada."
"A ampla participação de gestores, instituições públicas, trabalhadores e sociedade civil será um marco na construção de políticas para a segurança pública. A livre interação de todos os interessados num diálogo franco e plural é essencial para garantir um modelo de controle social sustentável e inclusivo. Será um verdadeiro pacto pela segurança com cidadania. Ninguém deve perder a oportunidade de contribuir com esse momento histórico."

”A 1ª Conseg caracteriza a primeira iniciativa do Estado brasileiro de estabelecer uma política verdadeira de segurança pública. Nós sabemos que a Conferência não vai resolver todos os problemas do setor da noite para o dia, mas ela vai estabelecer as bases dessa mudança. A partir daí, o que todos nós esperamos é que se alcance uma solução definitiva para a área de segurança pública."
"A Conferência é de suma importância para a sociedade brasileira. Eu espero que o conhecimento gerado dentro da 1ª Conseg não seja perdido e que ela resulte em aplicabilidade para o setor e que seus frutos sejam produtivos para os trabalhadores da segurança, os gestores públicos e toda a população."
“A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal parabeniza a iniciativa do Ministério da Justiça quanto à realização da 1ª Conseg. Será uma oportunidade para troca de experiências entre Poder Público, sociedade e trabalhadores nas diversas unidades da Federação. Dela se espera muita discussão e debate democráticos, mas com objetividade que resulte em boas práticas e mudanças de paradigmas na área de Segurança Pública. Nesse processo, os delegados de polícia federal desejam contribuir e, acima de tudo, incorporar novas idéias para o aperfeiçoamento da categoria e da instituição Polícia Federal."
"A 1ª Conseg é fundamental porque promove, num horizonte de curto, médio e longo prazos, um espaço para se discutir a mudança de cultura em torno da segurança pública. Uma mudança que diz respeito tanto aos operadores da segurança quanto à sociedade brasileira. Na minha opinião, o mais importante é a necessidade urgente de mudar o paradigma da segurança".

"A 1ª Conseg possibilita que governos, trabalhadores da segurança e a sociedade civil avancem de mãos dadas na busca por soluções para a questão. O que todos queremos é minimizar a violência que existe hoje no país. O cidadão de bem não pode mais ficar restrito a sua casa, nem ter medo de sair às ruas. E como mudaremos isso? Eu penso que o primeiro passo é resgatar a sociedade mais carente, melhorar sua situação social, por meio da oferta de emprego e de condições dignas de vida. Sem isso, o cidadão perde até sua capacidade de ser humano e aí fica mais fácil entrar para a marginalidade. A 1ª Conseg não vai conseguir mudar tudo isso. Mas uma grande caminhada precisa de um passo inicial".

"É a primeira vez que a sociedade civil participa, inclusive, da construção daquilo que virá a ser a Conferência. Ou seja, nós estamos podendo interferir nos pontos mais relevantes e isso é uma grande oportunidade. Geralmente, o governo já vem com um formato pronto e acabado de discussão. Essa diferença faz com a 1ª Conseg seja ímpar. É lógico que a gente não vai conseguir tudo aquilo que a gente pretende já na 1ª Conferência, mas já vai ser uma sementinha. Eu estou confiante".

"Pela dimensão dos problemas decorrentes da segurança pública, a 1ª Conseg poderia ter vindo antes. Todavia, nunca é tarde. Penso que a coordenação da Conferência foi muito feliz na escolha da metodologia e, também, na reserva de espaço para cada segmento. As pessoas estão muito envolvidas. Acredito que a coroação do êxito da Conferência será a gente aplicar, efetivamente, aquilo que for consenso no âmbito da 1ª Conseg".
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1ª Conferência Nacional de Segurança Pública
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